29 de nov de 2013

Creepypasta - A Atração abandonada da Universal Studios - Real Life

Era a primeira vez que eu visitava o parque, eu sou turista, vivo viajando e gosto de parques de diversão. Eu não imaginava, nem de longe que eu encontraria tal atração de tamanho mal gosto dentro de um parque tão famoso como a Universal.

Eu voltei ao parque mais uma vez, porém tal atração já estava fechada, sem placas que indiquem o que existia ali na época em que fui lá. Por isso vou contar a seguir o que me aconteceu na primeira vez que fui ao parque. 

Foto de um dos cenários que existe dentro da Universal Studios.
Cheguei ao parque com um carro alugado, estava sozinho, geralmente meus amigos que costumam viajar comigo não curtem parques de diversão e, além disso, a Universal tinha um preço salgado na época, que eles, até por não gostarem, não pagariam.

Estava esperando o parque abrir em uma pequena fila que havia se formado na entrada. Ainda estava bastante cedo, mas eu queria ser dos primeiros a entrar. Era uma semana de março, suponho que muitas pessoas estavam trabalhando ou estudando, o parque não lotou muito, mesmo depois que abriu.

Mesmo assim as filas eram gigantescas, quando digo que o parque não estava tão lotado, falo no sentido de que não havia muitas pessoas pelas ruas do parque, mas ainda assim percebi que só iria conseguir ir em três ou quatro atrações naquele dia. Filas duravam até 4 horas, fiquei bastante desanimado, mas iria aproveitar o dia mesmo assim, gosto de desafios.

Fui em duas atrações e quando deu umas 5 p.m. eu já estava cansado e dei uma parada pra comer alguma coisa. Depois de comer decidi andar um pouco pelo parque, mesmo que eu não conseguisse ir em tudo, queria mesmo assim conhecer o parque por inteiro, aquele sentimento que só fã de parques têm. Fui para uma área do parque onde tinha uma atração com bandeiras de diversos países, aproveitei para tirar algumas fotos ali, porém continuei andando mais para o fundo até a atração “MIB – Homens de Preto”, na época (faz tempo que não vou ao parque e não sei se ela ainda existe hoje). Foi então que começariam os piores momentos da minha vida naquele parque.

Do lado da atração MIB e onde hoje é um lugar inacessível e, provavelmente, vazio, havia uma atração diferente. Era uma espécie de mansão e o nome era “Real Life” (vida real), tentei pensar em qual filme a atração se baseava, mas não me lembrei de filme algum com esse nome ou que tivesse uma mansão que fosse de longe parecida com a mansão que era a fachada dessa atração. Decidi chegar mais perto para ler a placa que fala sobre as restrições da atração, quando percebi que a fila estava bem menor do que em outras atrações, tinha umas 30 pessoas no máximo naquela fila, até a grade tinha um formato desenvolvido para receber poucas pessoas. Entrei na fila na intenção de perguntar se era uma atração paga, porque as únicas que tinham filas tão pequenas como aquela eram pagas, porém a pessoa me disse que aquela atração estava incluída no valor do ingresso.

Então decidi ir conferir essa atração (por que não?), não imaginava que encontraria ou veria algo bizarro lá dentro, a mansão tinha uma cara animadora, apesar de algumas atrações de terror que havia no parque na época, por fora não parecia ser o caso dessa. Havia crianças na fila, o que eu não estava ligando muito naquele momento, mas que me importaria depois pelo choque emocional que elas sofreriam dentro dessa atração, eu realmente não esperava ou imaginava o que eu acabei encontrando ali dentro.

A fila, apesar de pequena foi bastante demorada. Entravam em grupos pequenos de cinco ou seis pessoas (seis quando uma delas era uma criança com um responsável) e demorava cerca de 20 minutos, antes de entrar o próximo grupo, ou até mais, porque eu estava olhando no relógio... Já era quase 6 p.m. quando estava chegando a minha vez de ir, algumas pessoas haviam entrado atrás de mim na fila até esse momento, mas nada que me fizesse prever o que eu iria testemunhar lá dentro.


Ainda demorou cerca de mais 25 minutos antes de eu conseguir alcançar a entrada, já estava quase desistindo, pois começava a escurecer. Porém cheguei finalmente á entrada.

Um senhor disse que era proibido tirar fotos dentro da atração e que o percurso era feito a pé e que não podíamos correr ou tocar nos atores... Seguimos em frente para dentro da atração, era uns largos cinco degraus de concreto antes de alcançarmos a entrada da grande mansão, logo imaginei um labirinto (como era algumas atrações do parque), havia uma criança no meu grupo e eu me sentiria mal em breve por tudo o que ela viria dentro dessa atração.

Logo no primeiro cenário da atração, eu percebi que aquilo era absurdamente anormal. O primeiro cenário era uma cama bastante suja com garrafas de bebidas vazias, um garoto loiro e magro que chorava em uma cama suja enquanto aplicava nele mesmo o que parecia ser heroína ou alguma droga injetável. Aquilo era tão real que me dava nojo, ele então deitava ainda com a agulha no braço e chegava a vomitar em determinado momento da “atuação”, era bastante pesado aquela cena além de ser muito nojento. Depois disso ele pegava uma colher e colocava um isqueiro aceso debaixo dela, a fumaça que saía dali fedia muito, parecia droga de verdade. Eu fiquei bastante comovido com a cena que vi, a criança que estava no grupo começou a chorar, eu logo percebi que ela não deveria estar ali.

O mais estranho dessa atração, e que eu consigo me lembrar agora enquanto escrevo, é que não haviam portas de saída de emergência em lugar algum ali dentro, portas das quais haviam em enorme quantidade em todas atrações que fui antes dessa.

Continuamos andando, eu já não queria ver o que teria no próximo cenário, queria voltar, queria sair, aquilo era horrível, uma brincadeira de mal gosto! Mas tivemos que seguir em frente. Passamos por um corredor onde vimos um armário de madeira onde havia vários pinos de cocaína e seringas espalhados sobre ele, achei aquilo ainda mais desumano do que o cenário anterior, não sabia o que estava por vir...

O segundo cenário era uma cozinha onde um ator estava amarrando uma corda no teto e no próprio pescoço e quando passávamos por ali, ele chutava a cadeira em que estava. Era um suicídio, estava claro isso. Ele se debatia enquanto estava pendurado apenas pelo pescoço, eu vi enquanto ele ficava roxo, era uma cena tão pesada pra mim e para todos que ali estavam. Muitos não queriam ver e até tamparam o rosto. Depois ele parava de se debater em um tom mórbido e cadavérico, eu me pergunto até hoje se ele não se matou de verdade ali, porque eu posso jurar que o vi morrer, eu vi os olhos dele esbugalhados e ele ficando roxo enquanto buscava ar, era horrível, perverso e totalmente anormal algo nesse teor em uma atração que deveria ser divertida.

Passamos por mais um corredor, dessa vez era um corredor onde passávamos por meio de cordas com nós de enforcamento (o parque estava mesmo nos convidando a nos matar?).

Em seguida entramos em outro quarto, nesse outro quarto havia uma garota seminua e um cara sem camisa, o cara parecia ter 40 anos e não era bonito, a garota era bonita como deveria ser, porém parecia ter menos do que 21 anos!! Ele a pagava com notas de dólares, ela colocava o dinheiro na bolsa e começava a ter ato sexual com ele, era uma encenação, porque ela não fazia nada explicitamente, mas a intenção do cenário ficou bastante clara. Pedofilia.

Continuamos andando, o pai da criança já comentava sobre procurar algum funcionário para reclamar sobre isso, eu também queria fazer isso quando saísse dali, era horrível esse tipo de brincadeira não tinha graça alguma e não havia nada divertido ali dentro.

Passamos por mais um corredor aonde vimos mais um armário e uma arma nele. Havia outras armas penduradas na parede como espingardas e armas antigas, porém no armário havia uma réplica de uma arma bastante usada atualmente, um calibre 38. Eu só lembro disso porque havia uma placa perto do armário e abaixo de todas as armas indicando qual era o modelo de cada uma delas.

Entramos em mais um cenário, esse cenário era um bar, um cara entrava com uma arma como a que estava dentro do armário apontando para a cabeça do atendente atrás do balcão. Ele pedia para o cara do balcão passar todo o dinheiro pra ele, mas o cara se recusava, eu já imaginava que veria algo que não queria ver, mas isso foi cruel. Ele deu três tiros na cabeça do atendente, foi tão real que eu comecei nesse momento a me perguntar se isso era uma brincadeira de muito mal gosto ou era real. O atendente caiu atrás do balcão desacordado, após 3 buracos estourarem em sua cabeça com muito sangue. Eu corri para ver o que havia acontecido com o ator, porque aquilo não parecia ser brincadeira, mas o cara que segurava a arma me impediu, disse pra continuar andando pela atração. Todo mundo já estava em estado de choque.

Passamos por mais um corredor, esse era um corredor vazio e num branco translúcido, eu diria que era um branco mais branco do que o branco, porque refletia a luz dali, era um corredor bizarro.

Então entramos no último cenário. O último cenário era uma sala redonda com um desenho de um palhaço gigante na parede que estava na nossa frente. Havia cinco portas, onde somente o pai com o filho entraria acompanhado de alguém em uma delas. Havia um aviso de que tínhamos que escolher portas separadas onde só podia entrar uma pessoa em cada porta, fizemos isso. A criança já estava chorando bastante e o pai dela nervoso.

Como se houvesse uma câmera no local, assim que nos colocamos na frente de cada porta, elas se abriram. Eu segui em frente, já estava com bastante medo, não sabia o que iria ver ali dentro, mas não queria ver mais nada dessa atração desgraçada.

Esse último cenário era um quarto escuro, que assim que entrei, não sabia se continuava andando ou parava de andar, a porta se fechou atrás de mim. Ouvi risos por todos os lados e decidi continuar andando. Esbarrei em algo gelado na minha frente, era algo pendurado e gelado, parecia um boneco, mas estava muito frio e fedia. Risos continuavam por todos os cantos daquele cenário. Ouvi alguém dizer no alto-falante que agora eu era condenado porque tinha visto a vida real, ou algo do tipo, pois não me lembro direito (e nem quero lembrar) e ele terminou a frase em mais risos. Eram risos agudos e graves, não eram risos da mesma pessoa. Eu havia parado de andar ao esbarrar naquilo que estava na minha frente, aquele lugar fedia demais. A luz então começou a piscar e eu vi, vi o que eu não queria ver!

Naquele quarto havia diversos cadáveres. Era muito real. Eles estavam no chão empilhados, alguns pendurados nas paredes ou no teto por correntes, eram crianças, adultos e animais. Era uma cena muito nojenta e de muito mau gosto e então percebi que cheiro era aquele, era um cheiro de formol misturado com podridão, era um cheiro horrível e que até hoje não me esqueço. A imagem que eu via diante dos meus olhos era inacreditável, eram cadáveres reais, era tudo muito real. Então uma porta que levava para fora da atração se abriu em uma das paredes e, finalmente, eu saí.

Nunca vou me esquecer dessa atração. Fui até o SAV e reclamei dela, era uma brincadeira de muito mau gosto, se é que era uma brincadeira. Fui embora logo em seguida, estava me sentindo mal para continuar no parque.

Quando voltei ao parque em Dezembro do mesmo ano, a atração não existia mais. Existia um local vazio, placas haviam sido tiradas e o local estava cercado por tapumes. Dava pra ver que a mansão ainda existia atrás daqueles tapumes, mas não estava mais funcionando (ainda bem).

Hoje dizem que ali não há mais vestígios do que era a atração “Real Life”, mas eu nunca mais voltei ao parque para ver isso. Eu ainda sinto nojo do parque por fazer uma brincadeira de tão mau gosto com os visitantes e com várias crianças que chegaram a entrar na tal atração e que hoje devem ter traumas irreversíveis. Quando as pessoas me chamam para ir ao parque eu me sinto mal, pisei só duas vezes no parque, sendo que na segunda vez eu já não me sentia tão bem só de me lembrar da tal atração... E minha história é essa.

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